Elise Gomes

Certificações
Aprender sempre foi uma parte importante da minha trajetória. Sou naturalmente curiosa e gosto de explorar assuntos diferentes, principalmente quando eles me ajudam a entender melhor pessoas, processos, comunicação e criatividade.
Ao longo dos anos, fiz cursos e formações em áreas bastante diferentes. Algumas diretamente relacionadas ao Design, outras nem tanto. Mais do que acumular certificados, gosto de entender o que cada aprendizado pode acrescentar à minha prática e encontrar conexões inesperadas entre eles. É dessa mistura de referências que muitas vezes surgem novas formas de pensar e criar.
Mas por que registrar tudo isso?
Artistas e profissionais em início de carreira frequentemente me perguntam onde aprendi determinadas coisas ou quais cursos fizeram parte da minha trajetória. Depois de responder tantas vezes às mesmas perguntas por e-mail, resolvi reunir aqui alguns desses estudos e compartilhar um pouco da minha experiência com cada um.
Não é uma lista de “cursos obrigatórios para ser UX Designer”; até porque eu não acredito muito nesse tipo de receita pronta. É mais um registro do meu caminho, das coisas que despertaram minha curiosidade e do que consegui levar delas para o meu trabalho.
E, para quem ainda tem vergonha de perguntar diretamente: eu não mordo. Eu juro.
Desenvolvimento Técnico
Graduação, Pós-graduação e Extensão



Comunicação Social
Publicidade e Propaganda
(Graduação - 2005)
Sistemas para Internet, WebDesign, Webmaster
(Graduação - 2008)
Animação e Arte Digital 2D e 3D
(Pós-Graduação - 2017)
O que eu mais gostei desse curso
Primeiro contato com conceitos de psicologia das cores, tipografia, posicionamento de marca no mercado, branding e identidade visual.
Na época não falava-se muito sobre marketing em redes sociais. A gente usava Orkut, que precisava de convite pra entrar. A internet "era tudo mato".
Foi com esse curso que eu aprendi a trabalhar com Photoshop e Illustrator. Aprendi a usar uma câmera fotográfica profissional e a revelar fotografias analógicas em laboratório, o meu lugar favorito pra passar o tempo.
Acabei dando aquele foco básico em Web Design enquanto o marido (que estava cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas) ajudava na parte da programação, que não foi muito pesada nesse curso... usamos mais linguagem de marcação.
Percebi que gosto de dar uma atenção especial a Interface de Usuário e busco fazer com que o site / aplicativo / jogo seja o mais amigável possível.
Nesse ponto eu já estava misturando os dois cursos e comecei a fazer jogos digitais com o marido nos finais de semana... só por diversão mesmo.
Eu tinha muita dificuldade em editar vídeos e resolvi fazer essa pós pra suprir essa necessidade.
De bônus ainda aprendi mais técnicas de modelagem 3D usando Zbrush, que te permite fazer esculturas digitais.
TCC com foco totalmente voltado para a Psicologia da Cores no cinema e suas associações a emoções que são capazes de despertar em cada cena..

The Language of Design: Form and Meaning
(by California Institute of the Arts | CALARTS)
Em tradução Livre:
A linguagem do design: forma e significado
Um curso mais voltado pra linguagem técnica do Design. Ajudou com muitos termos novos, principalmente por ser um curso todo em inglês. Recomendo a quem também precisa expandir o vocabulário e conhecimento mais técnico.

Design: Creation of Artifacts in Society
(by University of Pennsylvania)
Em tradução Livre:
Design: Criação de Artefatos na Sociedade
Teoria e prática bem equilibradas com desafios semanais ao longo do curso. As aulas ministradas pelo vice dean Karl T. Ulrich tiveram papel fundamental no desenvolvimento de minha capacidade de solucionar problemas para os meus clientes de forma ainda mais eficiente, pois o professor aborda o processo do Design e suas etapas até chegar ao produto final.
O curso aborda o Design de forma ampla e chega a falar até mesmo de design de produto, arquitetura e serviços... o que pra mim foi fantástico no desenvolvimento dos produtos de minha marca própria, tornando-os cada vez mais interessantes, otimizando os serviços que ofereço.

Mesmo já aplicando os princípios do Design Thinking no meu trabalho há anos, esse curso foi um lembrete valioso de que conhecimento é algo vivo, que precisa ser reforçado e renovado. Ao revisitar cada etapa, da exploração, passando pela criação e reflexão, até a implementação, pude reconhecer práticas que já fazem parte do meu dia a dia e, ao mesmo tempo, descobrir novas formas de torná-las mais estruturadas e colaborativas.
Desenvolvendo outras Habilidades
Sou uma pessoa naturalmente curiosa. Gosto de aprender, explorar áreas diferentes e entender como as pessoas pensam, se comunicam e interagem com o mundo. Nem tudo o que estudo tem relação direta com Design, mas quase sempre encontro formas de transformar esse conhecimento em ferramentas para criar experiências mais humanas.
Além das habilidades técnicas, acredito que crescer como profissional também significa desenvolver empatia, comunicação, pensamento crítico e inteligência interpessoal. Os estudos desta seção nasceram dessa curiosidade e do desejo constante de evoluir, tanto como designer quanto como pessoa.

Psicanálise Clínica
Estudando
(by IBPC, Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica - 2021)
Estudar Psicanálise Clínica ampliou minha compreensão sobre o comportamento humano, os processos cognitivos e a forma como as pessoas interpretam experiências, informações e estímulos. Além do conhecimento teórico, esse estudo também contribuiu para um importante processo de autoconhecimento, permitindo reconhecer meus próprios vieses, pressupostos e formas de interpretar situações.
Essa consciência se tornou uma ferramenta valiosa durante pesquisas com usuários e na tomada de decisões em projetos de UX/UI. Ao compreender que toda interpretação pode ser influenciada por experiências pessoais, tornei meus processos de pesquisa mais estruturados, buscando sempre fundamentar conclusões em evidências e minimizar, dentro do possível, a influência de vieses individuais.
O estudo da Psicanálise também fortaleceu minha capacidade de escuta, observação e empatia, competências essenciais para compreender as necessidades reais dos usuários além do que é explicitamente dito. Essa perspectiva contribui para o desenvolvimento de interfaces mais intuitivas, acessíveis e centradas nas pessoas, tornando meu processo de design mais consciente, ético e orientado pela experiência do usuário.

Healing with the Arts
(by University of Florida)
Endorsed by
Dr. Jean Watson and Watson Caring Science Institute

Em tradução Livre:
Curando com a Arte
Novamente revi conceitos de Psicologia das Cores, compreendendo as emoções que elas despertam e como esse conhecimento pode ser aplicado na construção de interfaces mais intuitivas, acessíveis e acolhedoras para usuários de softwares e jogos. Foi interessante perceber como cada cor transmite sensações diferentes e como esses princípios também podem beneficiar pessoas que não percebem as cores da mesma forma, reforçando a importância da acessibilidade no design.
A abordagem do curso foi ampla, passando por artes visuais, música e dança, sempre com foco no impacto das cores na experiência humana, no bem-estar e na forma como interagimos com ambientes e interfaces digitais.

Capacitação em Educação Artística
(380 horas)
Escolhi a Educação Artística por já dominar as técnicas artísticas e poder direcionar meu foco para os processos de ensino e aprendizagem. O curso me ajudou a estruturar formas mais claras, progressivas e naturais de transmitir conhecimento.
Esse aprendizado contribuiu para meu trabalho em UX/UI e Game Design, especialmente na criação de tutoriais e onboarding, ajudando a entender como guiar usuários e jogadores de forma intuitiva, acessível e sem sobrecarregá-los.

Pintura a Óleo Clássica
(140 horas)
Busquei na pintura a óleo uma forma de retornar aos fundamentos da representação visual, deixando de lado recursos da pintura digital para aprofundar meu entendimento de luz, sombra, volume e textura. A partir dessas técnicas, desenvolvi uma abordagem de pintura digital baseada nos princípios da pintura tradicional.
Esse conhecimento também pode ser aplicado à pintura de texturas em modelos 3D, utilizando luz e sombra pintadas para criar a percepção de volume e profundidade. Essa abordagem permite alcançar resultados visuais mais ricos sem depender exclusivamente de uma alta quantidade de polígonos.

Arteterapia
(550 horas)
A Arteterapia marcou o início da minha jornada com Acessibilidade. O curso me apresentou à importância de adaptar ferramentas, espaços e experiências para diferentes necessidades, tornando possível o acesso à arte por pessoas com diferentes formas de interação e expressão.
Esse primeiro contato com acessibilidade no contexto analógico se tornou a base para uma trajetória que posteriormente me levou à Acessibilidade Digital. Hoje, esses princípios fazem parte do meu trabalho na criação de interfaces e experiências mais acessíveis para softwares e jogos.

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International Certification in Color Therapy
(Prof Krishna Sharma, Ph.D)
Após anos estudando Psicologia das Cores em diferentes contextos, busquei na Cromoterapia uma abordagem mais específica sobre as relações entre cores, percepção e respostas emocionais. A certificação me permitiu aprofundar esse estudo e explorar diferentes associações atribuídas às cores, ampliando meu repertório sobre percepção visual.
Como em outros estudos, meu objetivo foi compreender, analisar e selecionar aquilo que poderia contribuir para minha prática profissional. Esses conhecimentos passaram a complementar meus estudos de Design, ajudando-me a refletir sobre o uso intencional das cores na construção de interfaces, considerando contexto, percepção, hierarquia visual e experiência do usuário.
Projeto Pessoal
Pode parecer estranho pensar em Adestramento Canino quando se fala em UX (Experiência de Usuário), mas o estudo da cognição e do comportamento dos cães acabou se tornando um pequeno estudo de caso pessoal sobre comunicação, aprendizado e design de interação.

Dog Emotion and Cognition
(by Duke University)
Para ler mais sobre este assunto: Como eu ensinei minhas cachorras a falar.

Em tradução Livre:
Emoção e Cognição Canina
Ao trabalhar com reforço positivo, percebi que estava, na prática, construindo uma interface de comunicação: posições, gestos e objetos funcionavam como elementos visuais e interativos que os cães aprendiam a reconhecer.
A consistência desses elementos também se mostrou fundamental; assim como um usuário pode se perder quando alguém muda a posição dos aplicativos no seu celular, os cães também desenvolvem expectativas a partir da repetição e da organização do ambiente. Esse projeto me permitiu observar, na prática, como padrões, feedback e previsibilidade influenciam a forma como diferentes indivíduos aprendem e interagem com um sistema.